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| Resiliência |
Roberto Moraes Enviou " Artigo do EGD Alberto Bittencourt
RC Recife Boa Viagem – D 4500
Recentemente, aprendi com Boris Cyrulnick, o significado de uma palavra que se tornou moda na mídia internacional: RESILIÊNCIA.
Boris Cyrulnick, é judeu, nascido na Polônia em 1939. Teve a família perseguida pelos nazistas. Ainda criança, foi separado dos pais que morreram nos campos de concentração. Posteriormente, adotado, vive hoje na França, onde se tornou ethólogo, médico neuro psiquiatra e psicanalista, autor de obras referenciais na psicologia moderna, como “Um Merveilleux Malheur” , “ Lês Vilains Petis Canards”, “Le Murmure dês Fantômes”.
Resiliência é uma palavra que tem origem na física. Significa a propriedade que têm certos corpos de voltarem à forma original uma vez cessada a causa ou pressão que os deformava. Hoje é aplicada em sociologia, psicologia, psiquiatria e até no mundo empresarial. Nas ciências humanas e sociais significa a capacidade de viver e de se desenvolver positivamente, de um modo socialmente aceitável, a despeito de violento estresse, ou de uma adversidade que poderia causar um grave risco de comportamento negativo. Nas empresas, clubes, associações do terceiro setor, significa a capacidade de ressurgir das cinzas.
Resilientes são os que conseguem superar e triunfar imensos traumatismos, e ter uma vida normal, apesar de tudo.
Aplica-se aos que na infância foram vítimas da guerra, como foi o próprio autor, Boris Cyrulnick.
Aplica-se aos nossos jovens e crianças, criados num meio deturpado pela miséria, pela violência, pela exploração, vítimas da guerra entre quadrilhas, do incesto, da morte e luto prematuros, mas que conseguem se tornar gente, cidadãos produtivos e normais, capazes de amar, de trabalhar, de constituir família.
Aplica-se a todos os que são alvos de perdas, de golpes, de agressões de todos os tipos, e que, como as ostras conseguem fazer da adversidade uma razão maior para viver.
Quando um grão de areia agride uma ostra, ela o cobre com uma substância chamada nácar que vai segregando em camadas concêntricas, com a qual se defende e protege. Essa reação se transforma numa jóia brilhante, dura e preciosa, a pérola.
Sejamos como as ostras. O grão de areia representa as agressões, incompreensões, decepções que a vida nua e crua nos oferece. Transformemo-las em pérolas de amizade, riqueza e beleza pelo nácar, que é o amor, o agente transformador.
Para serem resilentes, todos necessitam de um apoio, de uma ajuda, de uma mão amiga, sem o que dificilmente conseguiriam escapar das armadilhas do destino e da vida.
Para ser resiliente você mesmo e tornar o próximo resiliente, basta seguir o ensinamento bíblico: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
EGD Alberto Bittencourt
RC Recife Boa Viagem – D 4500"
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